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PINACOTECA BÁSICA

 

ALMOÇO NA RELVA (1863), Édouard Manet

 

Almoço na Relva , 1863,  Manet. Óleo sobre tela, 214 X 270 cm. Museu do Louvre, Paris, França. 

 

Na segunda metade do século XIX, a Europa passava por grandes transformações tanto políticas como sociais. A industrialização e o engajamento político da nascente classe operária, causaram grandes reflexos em várias áreas, e até mesmo a pintura não ficou de fora. A chamada

Pintura Realista, foi um grande veículo artístico divulgador de uma nova realidade. O mais importante naquele momento era retratar o mundo real, a vida como ela é de fato, e não mais temas mitológicos ou bíblicos.  O pintor francês Édouard Manet (1832-1883), vivia esse momento.

 

Apesar de não desenvolver uma pintura engajada como a de Gustave Coubert (1819-1877), ícone da pintura  Realista, Manet sofria grande influência do líder pintor realista.

 

 

 

O Concerto Campestre (1505-1510), de Giogione ou Ticiano. 110 X 138 cm. Museu do Louvre, Paris, França.

 

Para pintar Almoço na Relva, em 1863, Manet inspirou-se em duas obras de antigos mestres: O Concerto Campestre (1505-1510) cuja autoria atribui-se a Giorgione (1477-1510) e outros a Ticiano ( 1490-1570), além de O Julgamento de Páris (1520) de Marcantonio Raimondi, que por sua vez a executou a partir de um original, hoje perdido, de Rafael (1483-1520). Este no entanto, como todo pintor renascentista, teria buscado inspiração na arte greco-romano, através das esculturas de um velho sarcófago romano. 

 

 

O Julgamento de Páris (detalhe), 1520. Gravura de Marcantonio Raimondi 

 

 

Detalhe de um sarcófago romano, século III d.C.

 

 

Diferente do que muitos possam imaginar, Almoço na Relva não se trata de um plágio, mas sim de uma releitura, uma recriação, já que nessa obra, Manet não copia exatamente as obras originais. Na sua releitura, Manet faz a sua interpretação, cria algo novo. Em Almoço na Relva , as figuras retratadas são pessoas comuns, conhecidas do pintor. Os dois homens vestidos são Eugène Manet ( irmão do pintor ), Ferdinand Leenhoff ( escultor e amigo de Manet ).  A mulher nua, curiosamente  teve como referência duas mulheres: Suzanne Leenhoff ( esposa de Manet ) que serviu de referência para o corpo e Victorine Meurend ( modelo do artista) para o rosto.

 

Para compor as figuras retratadas na tela, Manet criou um interessante sistema de triângulos que se interrelacionam,  e que passam meio que despercebidos na visão do espectador.

As três figuras sentadas formam um triangulo entre si. Um outro triângulo se sobrepõe a este, tendo a base nas três figuras e o ponto superior a mulher ao fundo saindo da água. Abrangendo a este, está outro triângulo tendo a mesma base da anterior, porém formando a terceira vértice com o pássaro que voa num ponto superior da tela.

 

Interessante notar que a mulher despida ganha mais destaque do que as outras figuras, não só pelo fato de estar sem roupa, mas também pela luminosidade que incide sobre ela, a partir da lateral superior esquerda da pintura.

 

Manet inscreveu Almoço na Relva no Salão dos Artistas Franceses,  em Paris, em 1863, porém a obra foi recusada, devido a perfil conservador do salão. Mas Almoço na Relva foi exposto no Salão dos Recusados, destinado às obras recusadas no salão oficial. Manet ainda expôs nesse salão outras duas telas, Victorine Meurent em costume de Toureiro e Rapaz em costume Espanhol.

 

Nessa época, Manet liderar, ao lado de outros artistas franceses, um dos mais importantes movimentos das artes da segunda metade do século XIX, o Impressionismo, tendência que iria provocar um ruptura total com a pintura acadêmica e abriria caminho para a Arte Moderna do século XX.

 

Victorine Meurent foi modelo de uma outra importante pintura de Manet, Olympia (1863). Manet conheceu Victorine quando freqüentava o ateliê do pintor Thomas Couture entre 1849 e 1856. Existem afirmações de que Victorine foi também amante de Manet, como outras tantas que o artista teve. O escândalo maior foi o fato de que a modelo era menor de idade.

Victorine escreveu uma carta, datada de 31 de julho de 1883, três meses após a morte de Manet, destinada a Suzanne Leenhoff, viúva do pintor, pedido ajuda financeira. Na carta, a modelo afirma que Manet havia lhe prometido uma recompensa, caso os quadros para os quais posou, fossem vendidos. Contudo seu pedido nunca foi atendido e Victorine Meurent morreu esquecida e na miséria. 

Fontes: Wikipedia,  

             História da Arte da Universidade de Cambridge: A Arte de Ver a Arte de Susan Woodford, Ed. Círculo do Livro:1983.

              História da Arte de Graça Proença, Ed. Ática: 2000.



Escrito por Sidney Falcao às 11h31
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ESCULTURA GREGA - PERÍODO ARCAICO

 

Kouros, final do século VII a. C. Metropolitan Museum of Art, Nova York, EUA

O Período Arcaico da escultura grega, consiste no período que vai do século VII a.C até o século IV a. C.

Sob a influência da arte oriental, em especial a arte egípcia, os escultores gregos do Período Arcaico dedicam-se a obras de grandes proporções. Esculturas de figuras humanas em tamanho natural, passam a ser muito comuns. As esculturas dessa época caracterizavam-se pela rigidez das formas, simetria, a postura ereta e  predomínio da imagem do nu masulino na representação das obras, denominado Kouros, sempre com os braços estendidos juntos ao corpo e demostrando dar um passo à frente. Contudo esculpiam figuras femininas, denominadas koré.

 

Apolo de Tene. 560-550 a.C. 153 cm. Gliptoteca de Munique

 

 

Efebo de Crítios ( 480 a. C.) 86cm. Museu da Acrópole, Atenas.

Dentre os escultores mais importantes do Período Arcaico, destacam-se  Aristocles de Sidônia, Kanacos de Sikyona, e Hérguias de Atenas.

Foi no Período Arcaio que a figura humana tornou-se  a temática central na escultura grega, sendo ao mesmo tempo um elemento  sagrado e profano.

Buscando superar a rigidez estética e a fragilidade do mármore, os gregos passaram  a trabalhar com o bronze nas esculturas, por ser um material mais resistente. A escultura Zeus de Artemísio ( 470-460 a.C), cujo autor é desconhecido , foi feita em bronze, tem uma postura vigorosa, mas possui pouca mobilidade.

Zeus de Artemísio  ( 470 a.C.).  209cm. Museu Arqueológico Nacional, Atenas, Grécia

Policleto ( 480 ou 450 a. C ), um dos mais notáveis escultores do seu tempo, supera essa rigidez escultórica com a obra Doríforo ( 420 a.C ), a qual a figura apresenta-se caminhando, tendo assim uma mobilidade perfeita. Com essa superação, Policleto praticamente inicia um novo período, o mais importante e notável da escultura grega: o Período Helenístico. Mas esta e uma outra história.

Doríforo, Policleto. Original grego data de 440 a. C. Museo Nazionale, Nápoles, Itália. 



Escrito por Sidney Falcao às 00h40
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ALEXANDROS DE ANTIÓQUIA

Venus de Milo

Alexandros de Antióquia foi um escultor helenístico. Outrora atribuída a Praxíteles (390-330 a. C.), hoje considera-se que a Vênus de Milo seja obra de Alexandros. Até o início do século XIX, esta escultura possuía um plinto onde se lia uma inscrição que mencionava Alexandros como autor, elemento que foi removido por motivos obscuros por volta de 1820, e crê-se que tenha sido "perdido", sobrevivendo apenas em uma descrição e em desenhos da época de sua descoberta, donde procede a moderna atribuição.

Ao que parece Alexandros foi um artista itinerante que trabalhava por encomendas. Seu nome consta em diversas outras inscrições antigas, incluindo uma em que o cita como vencedor de um concurso de composição musical e canto, encontrada na cidade de Téspia, perto do Monte Helicão, datando de 80 a. C. Também parece ter sido autor de uma estátua de Alexandre Magno, hoje no Louvre, encontrada em Delos.

Fonte: Wikipédia


Escrito por Sidney Falcao às 19h04
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