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BENÍCIO, O MESTRE DOS CARTAZES DE CINEMA

 

 

Ainda na minha infância, ficava impressionado com a beleza e o realismo dos cartazes dos filmes dos Trapalhões e ficava imaginando quem seria o autor daquelas verdadeiras obras de arte.

 

O tempo passou, e na minha caminhada no mundo das artes, seja como artista profissional ou simples espectador, descobri quem era o autor dos cartazes dos filmes dos Trapalhões. Trata-se de José Luiz Benício, artisticamente conhecido como Benício, gaúcho da cidade de Rio Pardo, nascido em 1936. Descobri também que o seu trabalho na criação cartazes para cinema, não se resumia aos filmes dos Trapalhões, como também, é numerosa a quantidade de filmes para os quais ilustrou cartazes.

 

 

 

Benício é um dos mais talentosos e criativos ilustradores do Brasil, com mais 4 décadas ilustrando cartazes de cinema, anúncios publicitários, capas de discos e de livros, utilizando a sua técnica refinada à base de pincel e guache. O artista ilustrou várias capas de livros de bolso do gênero policial e faroeste, que diga-se de passagem, muita gente coleciona só por causa da arte das capas feitas por Benício.

 

Contudo, Benício é mais lembrado pelos cartazes para o cinema, como os filmes dos Trapalhões e dos filmes de pornochanchadas da década de 1970.

 


 

Recentemente, o jornalista e crítico de histórias-em-quadrinhos, o baiano Gonçalo Júnior, escreveu o livro “Benício – Um Perfil do Mestre das Pin-ups e dos Cartazes de Cinema”, Editora Cluq, que permite ao leitor conhecer pouco mais da vida e do talento deste mestre do guache. Na internet, visite o site do artista que é http://www.benicioilustrador.com.br

 

 



Escrito por Sidney Falcao às 21h21
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AS CASAS DO SERTÃO NORDESTINO

 


 


Capa do livro "Pinturas e Platibandas", de Anna Mariani.

 

         Há cerca  de 16 anos, quando eu ainda era estudante de Artes Plásticas da Escola de Belas Artes da Universidade  Federal da Bahia ( UFBA ), fui juntamente com os meus colegas de curso e mais a minha professora, a artista plástica baiana Maria Adair, à exposição “Pinturas e Platibandas”, da fotógrafa carioca, Anna Mariani. Tratava-se de uma exposição de fotografias de casas populares do interior do Nordeste, com suas fachadas coloridas e elementos decorativos bem variados, nos quais, a criatividade não tinha limites. Boa parte delas remetem ao estilo Art Decô, ainda que possivelmente, seus construtores se quer tenham ouvido falar desse estilo arquitetônico tão em voga na metade do século XX.

É bem verdade que para quem é nordestino como eu, essas fachadas coloridas e diversificadas não são novidades, pois estão presentes no imaginário de quem é do Nordeste, seja ele das grandes metrópoles da região ou das localidades mais isoladas. Há pelo menos 30 anos, era possível se ver em grandes centros como Salvador, essas casas tão comuns no sertão, mas que com as transformações e o crescimento urbano, tornaram-se raras.


 

Ingá, Paraíba, 1985. Foto Anna Mariani


 

Para quem é de fora do Nordeste, principalmente do Sul-Sudeste do Brasil, se encanta com essa arquitetura popular, ingênua, bela e criativa dos casarios nordestinos.   A exposição ajudou-me a ver essa arquitetura de uma outra maneira e despertou o meu interesse pelas coloridas fachadas desses casarios.

Depois que vi aquela exposição, fiquei encantado com as imagens registradas por Mariani,  registros estes que ela começou a fazer a partir dos anos 1970. A  fotógrafa  percorreu todo o Nordeste ao longo de mais de dez anos, registrando as fachadas dessas casas, rendendo milhares de fotos. O resultado desse precioso trabalho, foi o livro “Pinturas e Platibandas”,  da Mundo Cultural  Editora, lançado em 1987, e que hoje é uma raridade, mas uma obra bastante utilizada como referência bibliográfica, no que se refere a pesquisas acadêmicas no campo da Arquitetura, Urbanismo, Sociologia, Geografia ou Antropologia.


 

Duas Serras, Bahia,1985. Foto Anna Mariani


 

Depois daquela exposição, os casarios de platibandas jamais saíram da minha mente, enquanto que a minha busca a esse livro da Mariani, foi constante. Finalmente, na semana passada, eis que acabei encontrando essa preciosidade na Bienal do Livro aqui de Salvador, num stand de um sebo instalado lá no evento.

O livro é fantástico, se juntará ao folder da exposição da Anna Mariani lá de 1993 que conservo em minhas mãos até hoje, e me servirá de referência para as minhas pesquisas com desenhos e pinturas baseadas nos motivos decorativos desses casarios magníficos que só se vê no Nordeste.

 


Jequié, Bahia, 1982. Foto Anna Mariani



Escrito por Sidney Falcao às 21h02
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PRIMEIRA MISSA NO BRASIL (1861), Victor Meirelles

"Primeira Missa no Brasil"(1861), Victor Meirelles. Óleo sobre tela, 268 X 356 cm. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro

O pintor catarinense, Victor Meirelles (1832-1903), foi um dos mais importantes artistas da pintura acadêmica brasileira, cujo auge, foi a segunda metade do século XIX.

Natural da cidade de Desterro (atual Florianópolis), Meirelles foi um aluno brilhante da Academia Imperial de Belas Artes, do Rio de Janeiro. Tal brilhantismo, rendeu como prêmio ao jovem aluno, em 1853, uma viagem a Paris, onde iria aperfeiçoar a sua pintura e ter contato de perto com a arte neoclássica francesa, que era a grande referência artística para o mundo ocidental, incluindo aí o Brasil. .

Meirelles permaneceu na capital francesa por oito anos, mas também chegou a visitar outras cidades européias como Havre, na França, Roma e Veneza, na Itália. Mesmo morando em Paris, Meirelles mantinha contato com amigos do Brasil. Por sugestão de seu antigo professor da academia, Manuel de Araújo Porto Alegre, Meirelles pintou em 1861, a “Primeira Missa no Brasil.

Ainda em 1861, a tela foi selecionada para a exposição no Salão da Academia de Paris, onde foi exposta. Victor Meirelles foi o primeiro brasileiro a expor naquele tradicional salão de artes. As grandes dimensões e a riqueza de detalhes, causaram um grande impacto no público presente, e a exposição da pintura foi um grande sucesso. Com o êxito da obra na Europa, o artista foi agraciado com a Imperial Ordem da Rosa, concedida pelo Império Brasileiro. Em 1876, a tela foi uma das escolhidas para representar o Brasil na Exposição Universal da Filadélfia, Estados Unidos.

Considerada como a grande obra-prima da carreira de Victor Meirelles, “Primeira Missa no Brasil” faz parte de uma época em que o país buscava firmar-se como uma jovem nação independente perante o mundo. Para tanto, o Império Brasileiro, sobretudo, na gestão do imperador Dom Pedro II, procurou incentivar as artes e as ciências, numa tentativa de tornar o país mais desenvolvido culturalmente, ainda que naquele momento fosse sustentado pela mão de obra escrava.




Escrito por Sidney Falcao às 11h05
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MOSTRA "ELISEU VISCONTI - ARTE E DESIGN"

Auto-retrato (1902), òleo sobre tela, 64 X 68. Coleção particular

Depois de um longo período de "hibernação", cá estou eu novamente a "blogar" no universo da arte. Quis neste meu retorno, comentar um pouco sobre uma exposição que vi aqui em Salvador no Espaço Caixa Cultural, a mostra "Eliseu Visconti - Arte Design". Foi uma belíssima mostra dos trabalhos deste grande mestre das arte plásticas do nosso país, o italiano naturalizado brasileiro, Eliseu Visconti (1866-1844).

Visconti foi um artista que veio muito jovem para o Brasil, e aqui iniciou a sua carreira artística, frequentou o Liceu de Artes e Ofício do Rio de Janeiro, onde foi aluno do renomado mestre da pintura academicista brasileira, Victor Meirelles. Visconti ganhou medalhas e foi premiado com viagens para aprimorar a sua arte na Europa.

A mostra na Caixa Cultural, que terminou no último dia 8 deste mês, priorizou mais os seus trabalhos como designer, expondo projetos de cartazes, selos e cerâmicas, cujos desenhos foram de sua criação, provando o quanto Visconti era um artista talentoso e versátil.

Cartaz para a Antarctica

 

Cerâmicas

Pude perceber que esteticamente, Visconti "passeaou" por algumas tendências que estavam em voga, no início do século XX, como o Simbolismo e o Art Nouveau, não se predendo ao neoclassicismo conservador que marcou o início da sua carreira, muito influenciado pela Academia Imperial de Belas Artes, no Rio de Janeiro, onde também estudou.   

O fato de de ter flertado com as tendências mais contemporâneas da sua época, o fez ser uma espécie de "elo" entre a Arte Acadêmica e o Modernismo brasileiros.

Estudos para selos comemorativos do Centenário da Independência do Brasil.

 

A mostra partiu da iniciativa da família do artista, na tentativa de tornar as obras de Eliseu Visconti mais conhecidas perante as novas gerações.

Valeu a pena.



Escrito por Sidney Falcao às 07h51
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MÁRIO CRAVO JR MONUMENTAL

 Monumento à Cidade, Mário Cravo Jr

Mário Cravo Jr (1923) é um dos maiores gênios das artes plásticas da Bahia em todos os tempos, um artista renomado nacionalmente, com obras espalhadas em museus em em todo o mundo. Além disso, ele é um dos últimos artistas vivos que integraram o movimento de arte moderna, que mudou o cenário da artes plásticas da Bahia, entre o final do anos 1940 e início dos anos 1950. Foi um momento célebre para arte baiana, onde nomes do quilade de Carybé, Genaro de Carvalho, Carlos Bastos entre outros implantarm o modernismo na Bahia. 

 Gravador, desenhista, pintor, certamente Cravo é mais conhecido como escultor, principalmente pelas suas obras monumentas em lugares públicos.

Em Salvador, sua cidade natal, Mário tem varias esculturas espalhadas pela cidade, em praças, edifícios e parques. Contudo, particularmente há duas que eu tenho uma profunda admiração: uma é o Monumento à Cidade e a outra é A Cruz Caída.

A primeira, Monumento À Cidade, há muito tempo já se tornou um cartão postal dacapital baiana. Construída em 1970 em fibra de vidro numa estrutura metálica, e no local onde se encontrava o antigo Mercado Modelo, a obra mesmo com seu perfil moderno, conseguiu integrar-se num cenário dominado por uma arquitetura antiga, entre o barroco e o ecletismo do início do século XX, sem haver um choque ou contraste negativo. Quando vejo a foto clássica do "frontão" da cidade de Salvador, a obra de Cravo parece fazer parte um grande time, só que ícones que simbolizam a Bahia, como o Mercado Modelo, o Elevador Lacerda e Igreja da Conceição da Praia.

 

Antigo Mercado Modelo

 

A Cruz Caída, Mário Cravo

Em seguida destacaria uma escultura mais recente, de 1999, A Cruz Caída. A obra simboliza serve para lembrar o maior "assassinato arquitetônico" da história de Salvador: a demolição da antiga Sé Primacial do Brasil, em 1933. A ação era para a construção de uma linha de bonde, e o fato na época causou revolta e comoção.

 



Escrito por Sidney Falcao às 13h03
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SUSPEITOS DE ROUBO DE OBRAS DE ARTE EM PINACOTECA PAULISTA SÃO PRESOS 

Mulheres na Janela (1926), Di Cavalcanti. Óleo sobre cartão

O Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (GARRA), prendeu hoje, em Guarulhos, um dos quatro suspeitos pelo roubo de quatro obras de arte da Estação Pinacotecado Estado, em São Paulo. O suspeito é Uéslei Teobaldo Barros, de30 anos, que juntamente a outro suspeito, o servente Marcelo Dias Souza, de 27 anos, tiveram a prisão preventiva decretada pela polícia. Os dois aparecem nas imagens gravadas pela scâmeras de segurança.

Minotauro, Bebedor e Mulheres (1933), Pablo Picasso. Gravura a água-forte sobre papel.

As obras roubadas foram Casal (1919), de Lasar Segal, O Pintor e Seu Modelo (1963) e Minotauro, Bebedor e Mulheres (1933) ambas de Pablo Picasso e Mulheres na Janela (1926),de Di Cavalcanti.

Vale destacar que a obra Mulheres na Janela, do Di Cavalcanti é um trabalho  ultíssimo importante devido ao seu valor histórico, por pertencer ao primeiro momento do modernismo brasileiro.

Seja na Suécia ou no Brasil, as obras de arte continuam na mira dos bandidos.

 



Escrito por Sidney Falcao às 19h33
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OBRAS DE ÍCONES DA POP ARTE

SÃO ROUBADAS DE MUSEU SUECO

Mickey Mouse, de Andy Warhol

Na noite do dia 17 de julho, ladrões invadiram um museu próximo a Estocolmo, Suécia, e roubaram cinco obras de dois ícones da Arte Pop norte-americana, Andy Warhol( (1928-1987) e Roy Lichtesntein (1923-1997).

Segundo a administradora do museu, Carina Aberg, foram roubadas duas litogravuras de Andy Warhol e três de Roy Lichtenstein. Ela afirmou que os ladrões conheciam o museu e ao invadir o local, sabiam exatamente o que iriam levar.

Crak, de Roy Lichtenstein

As obras roubadas foram "Mickey Mouse" e "Superman", de Andy Warhol e "Sweet Dreams, Baby", "Crak" e "Dagwood" de Roy Lichtenstein.

Sweet Dreams, Baby, Roy Lichtenstein

Recentemente, aqui no Brasil, em São Paulo, no MASP, um dos mais importantes museus do país, ladrões conseguiram roubar um quadro de Picasso (1881-1973) e um de Portinari (1903-1962). Parece que o descuido com a segurança dos museus, não é só "privilégio" de países de terceiro mundo.



Escrito por Sidney Falcao às 16h01
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PINACOTECA BÁSICA

O ABAPORU (1928),Tarsila do Amaral

O Abaporu, 1928, Tarsila do Amaral. Óleo sobre tela, 85 X 73. Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires, Argentina.  

No início era pra ser apenas um belo presente de aniverário. Depois tornou-se não só o ponto de partida para o surgimento de um importante  movimento artístico modernista,  mas também, uma das mais representativas obras da História da Arte do Brasil.
Tarsila do Amaral (1886-1973) vinha de uma fase, a chamada Pau Brasil, onde através das chamadas "cores caipiras" (rosas e azuis) e formas estilizadas influencidas pelo Cubismo, a artista retratava toda a ambientação do interior do Brasil, pintando frutas tropicais, caboclos, e cidadezinhas.
Em 1928, a artista, pintou o que viria a ser a mais importante obra da sua carreira e talvez, nem imaginava a revolução que aquela estranha pintura iria provocar. Acredito até que Tarsila não tivesse a pretensão de que aquela obra fosse algo impactante ou revolucionário; nem se quer a artista tinha dado nome àquela tela.
Mas, a história dessa tela começa no dia em a mesma foi dada como presente de aniversário ao escritor  Oswald de Andrade (1890-1954), na época, marido de Tarsila. Ao ver a tela,  Oswald  foi tomado de um grande  espanto  ao ver  retratado na tela, uma  figura humana  estilizada,  com uma  pé  enorme, uma braço grande o outro pequeno e uma cabeça minúscula. O escritor, tomado pelo espanto e ao mesmo tempo admiração, chamou o amigo e também escritor, Raul Bopp (1898-1984), para contemplar junto com ele´a mais recente maravilha de Tarsila.
A contemplação e uma quase "adoração" à tela motivou ambos a mil idéias, discussões e possibilidades criativas. Na imaginação de Oswald de Andrade,  ele via naquela  figura  desforme,  um antropófago. Munida de um dicionário de tupi-guarani, Tarsila logo batizou sua obra de Abaporu, que significa homem que se alimenta decarne humana, no idioma indígena. 
Oswald sentiu-se motivado para escrever o "Manifesto Antropofágico",  propondo que o artista brasileiro assimilasse a estética das vanguardas artísticas européias, e  criassem apartir disso uma arte brasileira moderna sem perder a sua identidade nacional. Era algo que remetia aos índios antropófagos, que comiam a carne humana dos europeus para adquirir os seus conhecimentos. Contudo, segundo uma entrevista dada pela própria Tarsila à revista Veja, em fevereiro de 1972, um ano antes de falecer, a pintora afirmou que a idéia para a criação do movimento antropofágico apartir de"Abaporu", teria partido de Raul Bopp, mas que acabaram associando a idéia a Oswald e este teria aceitado essa situação.
Se a Semana de Arte Moderna pôs o país em contato com a as artes de vanguarda, o Movimento Antropofágico inaugurava um novo estágio para arte moderna brasileira, que era fazer algo apenas sintonizado com as tendências européias, mas também comprometida com as nossas origens. Etudo começou com uma esta , a princípio, despretensiosa tela.
Em 1995, Abaporu  foi adquirida num leilão pelo colecionador argentino Eduardo Constantini, pelo valor de US$ 1,5 milhão. Foi preço mais alto dado por uma obra de arte brasileira num leilão. A tela responsável associação do modernismo com a identidade brasileira, só pode ser vista na Argentina, no Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires (MALBA).



Escrito por Sidney Falcao às 08h02
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SEMANA DE ARTE MODERNA DE 1922

 

 

Cartaz do evento de autoria de Di Cavalcanti

 

A Semana de Arte Moderna de 1922 foi um dos mais importantes acontecimentos das artes no Brasil no século XX, devido ao seu mérito de apresentar uma geração de artistas cujas obras tinham a proposta de fazer uma arte inovadora, rompendo com a conservadora arte acadêmica e totalmente sintonizada com as vanguardas artísticas européias e ao mesmo tempo, identificada com a realidade cultural brasileira.

Contudo, houve em São Paulo, duas exposições importantes de artistas modernistas que praticamente, prepararam terreno para a concretização da Semana de 1922, bem como do movimento arte moderna no Brasil. A primeira em 1913, do pintor lituano radicado no Brasil, Lasar Segall (1891-1957) e a segunda em 1917, de Anita Malfatti (1896-1964). Esta última foi cercada por muita polêmica na época, por causa do artigo de Monteiro Lobato (1882-1948), publicado no jornal O Estado de São Paulo, onde o escritor fez um verdadeiro ataque à pintora com duras críticas aos seus trabalhos, que chegaram a abalar emocionalmente a artista e marcá-la para sempre.

 

O Homem Amarelo , 1915 - 1916
óleo sobre tela, c.i.d.
61 x 51 cm
Coleção Mário de Andrade do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (SP)

 

 

A proposta por uma arte nova no Brasil desvinculada do academicismo, partiu de nomes ligados à literatura como Oswald de Andrade (1890-1954), Mário de Andrade (1893-1945) e Menotti del Picchia(1892-1988), de artistas ligados às artes plásticas como DiCavalcanti(1897-1976).

 

Foto clássica com os participantes do evento

 

Apesar do caráter inovador e vanguardista da Semana de 1922, o evento foi patrocinado figuras pertencentes à tradicional elite paulistana, como Alfredo Pujol, Rennè Thiollier, Martinho Prado, José Carlos Macedo Soares, entre outras personalidades.

A Semana de Arte Moderna foi realizada nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo, onde foram apresentados concertos musicais, declamação de poesias e números de dança no interior do teatro. No saguão do mesmo teatro, foi montada uma exposição de pinturas, esculturas, desenhos e projetos arquitetônicos, todos em sintonia as mais importantes tendências modernistas européias.

Os grandes destaques do evento foram os arquitetos Antônio Moya (1891-1948) e George Prsyrembel, os escultores Vítor Brecheret (1894-1955) e W. Haerberg, os pintores Anita Malfatti, Di Cavalcanti, John Graz (1891-1980), Martinez Ribeiro, Zina Aita (1900-1967), João Fernando de Almeida Prado, Ignácio da Costa Ferreira, conhecido como Ferrignac (1892-1955), Vicente do Rego Monteiro (1899-1970).  

A primeira noite do evento foi aberta com um discurso do escritor Graça Aranha (1868-1931) que disse: “Para muitos de vós, a curiosa e sugestiva exposição que gloriosamente inauguramos hoje, é uma aglomeração de horrores (...) Outros horrores vos esperam.” Na mesma noite, o poeta Ronald de Carvalho (1893-1935) apresentou a conferência A Pintura e a Escultura Modernas no Brasil e encerrando, houve um concerto de Ernani Braga, executando uma obra de Heitor Villa-Lobos (1887-1957).

 

Nascimento de Mani, Vicente do Rego Monteiro, 1921. Aquarela sobre papel. 28 X 38 cm.  Museu de Arte Contemporânea, São Paulo (SP)

 

 

No segundo dia, o escritor Oswald de Andrade provocou muita polêmica ler trechos do seu romance inédito Os Condenados, onde disse que “Carlos Gomes é horrível!” O escritor foi vaiado e xingado. Ronald de Carvalho leu trechos do poema “Os Sapos”, de Manuel Bandeira (1886-1968), uma reação ao Parnasianismo.

(...) “Em ronco que aterra,

Berra o sapo-boi:

- “Meu pai foi à guerra!”

-“Não foi!”

-“Foi”

- “Não foi!”

(...) Parnasianismo aguado.

Diz:- Meu cancioneiro

É bem martelado.

 

Teatro Municipal de São Paulo

 

A  tarde do segundo dia, foi concluída com concertos de compositores modernistas e uma conferência de Mário de Andrade.

Na noite do dia 17 de fevereiro, predominou  a música. A pianista Guiomar Novaes (1894-1979)  tocou obras de Chopin, um dos raros momentos de tranqüilidade no evento. Porém, quando Villa-Lobos apresentou-se vestindo uma casaca e calçando chinelos, o público interpretou aquilo como uma provocação, e reagiu com vaias e xingamentos. Há quem diga que o maestro estaria com os calos dos pés inflamados.

As obras de arte lá expostas, foram também alvos de indignação do público. Obras como O Homem Amarelo, de Anita Malfatti, escandalizaram os visitantes. As tendências vanguardistas nas artes plásticas eram algo novo e estranho para aquele público conservador.

O grande legado da Semana de Arte Moderna, foi ter mostrado a possibilidade produzir uma arte livre, moderna e totalmente comprometida com a identidade brasileira. Se na época, o evento não causou a grande repercussão, a sua importância só seria sentida ao longo das décadas do século, sendo uma referência a todos os movimentos culturais e artísticos no Brasil, do Movimento Antropofágico, de 1928, liderado por alguns remanescentes da Semana de 1922 até Tropicalismo, em 1968.

Escrito por Sidney Falcao às 12h08
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 PEDRO AMÉRICO

Pedro Américo de Figueiredo e Mello (Areia PB 1843 - Florença, Itália 1905). Pintor, desenhista, professor, caricaturista, escritor.

Antes de completar dez anos acompanha, como desenhista auxiliar, a expedição científica do naturalista francês Jean Brunet ao Nordeste do Brasil, em 1852. Por volta de 1855, muda-se para o Rio de Janeiro, onde estuda no Colégio Pedro II e no ano seguinte matricula-se na Academia Imperial de Belas Artes - Aiba. Entre 1859 e 1864, com bolsa concedida pelo imperador dom Pedro II (1825 - 1891), estuda na École National Superiéure des Beaux-Arts [Escola Nacional Superior de Belas Artes] de Paris, onde é aluno de Jean-Auguste-Dominique Ingres (1780 - 1867), Hippolyte Flandrin (1809 - 1864) e Carle-Horace Vernet (1789 - 1863); no Instituto de Física; e na Sorbonne.

A Carioca, 1882. Óleo sobre tela. 203 X 135,5 cm. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.

Após viagem pela Itália, retorna ao Rio de Janeiro em 1864 e assume a cadeira de desenho na Aiba. No ano seguinte, fixa-se em Bruxelas, Bélgica, e titula-se doutor em ciências naturais pela Universidade de Bruxelas em 1868. Alterna estadas no Rio de Janeiro e em Florença, mas continua como professor de estética, história da arte e arqueologia na Aiba. Entre 1870 e 1871, é responsável pela revista de caricatura A Comédia Social. Em 1877, expõe em Florença a Batalha de Avaí, encomendada pelo Ministério do Exército. A obra é novamente exposta, juntamente com a Batalha dos Guararapes, de Victor Meirelles (1832 - 1903), na Exposição Geral de Belas Artes de 1879, e gera intensa polêmica.

Batalha do Avaí. 1877. Óleo sobre tela. 600 X 1100 cm. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.  

Entre 1886 e 1888, pinta a tela Independência ou Morte, para o Salão de Honra do Museu do Ipiranga, atualmente Museu Paulista da Universidade de São Paulo - MP/USP. Com a Proclamação da República, é eleito deputado da Assembléia Nacional Constituinte, em 1890. Em 1900 retorna a Florença.

Independência Ou Morte, 1888. Óleo sobre tela. 760 X 415 cm. Museu Paulista, São Paulo.

 

Tiradentes Esquartejado, 1893. Óleo sobre tela. 270 X 165 cm. Museu Mariano Procópio, Juiz de Fora, Minas Gerais. 

 

Paz e Concórdia, 1895. Óleo sobre tela. Museu de Arte, São Paulo. 

Fonte: Itaú Cultural



Escrito por Sidney Falcao às 07h01
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PINACOTECA BÁSICA

 

ALMOÇO NA RELVA (1863), Édouard Manet

 

Almoço na Relva , 1863,  Manet. Óleo sobre tela, 214 X 270 cm. Museu do Louvre, Paris, França. 

 

Na segunda metade do século XIX, a Europa passava por grandes transformações tanto políticas como sociais. A industrialização e o engajamento político da nascente classe operária, causaram grandes reflexos em várias áreas, e até mesmo a pintura não ficou de fora. A chamada

Pintura Realista, foi um grande veículo artístico divulgador de uma nova realidade. O mais importante naquele momento era retratar o mundo real, a vida como ela é de fato, e não mais temas mitológicos ou bíblicos.  O pintor francês Édouard Manet (1832-1883), vivia esse momento.

 

Apesar de não desenvolver uma pintura engajada como a de Gustave Coubert (1819-1877), ícone da pintura  Realista, Manet sofria grande influência do líder pintor realista.

 

 

 

O Concerto Campestre (1505-1510), de Giogione ou Ticiano. 110 X 138 cm. Museu do Louvre, Paris, França.

 

Para pintar Almoço na Relva, em 1863, Manet inspirou-se em duas obras de antigos mestres: O Concerto Campestre (1505-1510) cuja autoria atribui-se a Giorgione (1477-1510) e outros a Ticiano ( 1490-1570), além de O Julgamento de Páris (1520) de Marcantonio Raimondi, que por sua vez a executou a partir de um original, hoje perdido, de Rafael (1483-1520). Este no entanto, como todo pintor renascentista, teria buscado inspiração na arte greco-romano, através das esculturas de um velho sarcófago romano. 

 

 

O Julgamento de Páris (detalhe), 1520. Gravura de Marcantonio Raimondi 

 

 

Detalhe de um sarcófago romano, século III d.C.

 

 

Diferente do que muitos possam imaginar, Almoço na Relva não se trata de um plágio, mas sim de uma releitura, uma recriação, já que nessa obra, Manet não copia exatamente as obras originais. Na sua releitura, Manet faz a sua interpretação, cria algo novo. Em Almoço na Relva , as figuras retratadas são pessoas comuns, conhecidas do pintor. Os dois homens vestidos são Eugène Manet ( irmão do pintor ), Ferdinand Leenhoff ( escultor e amigo de Manet ).  A mulher nua, curiosamente  teve como referência duas mulheres: Suzanne Leenhoff ( esposa de Manet ) que serviu de referência para o corpo e Victorine Meurend ( modelo do artista) para o rosto.

 

Para compor as figuras retratadas na tela, Manet criou um interessante sistema de triângulos que se interrelacionam,  e que passam meio que despercebidos na visão do espectador.

As três figuras sentadas formam um triangulo entre si. Um outro triângulo se sobrepõe a este, tendo a base nas três figuras e o ponto superior a mulher ao fundo saindo da água. Abrangendo a este, está outro triângulo tendo a mesma base da anterior, porém formando a terceira vértice com o pássaro que voa num ponto superior da tela.

 

Interessante notar que a mulher despida ganha mais destaque do que as outras figuras, não só pelo fato de estar sem roupa, mas também pela luminosidade que incide sobre ela, a partir da lateral superior esquerda da pintura.

 

Manet inscreveu Almoço na Relva no Salão dos Artistas Franceses,  em Paris, em 1863, porém a obra foi recusada, devido a perfil conservador do salão. Mas Almoço na Relva foi exposto no Salão dos Recusados, destinado às obras recusadas no salão oficial. Manet ainda expôs nesse salão outras duas telas, Victorine Meurent em costume de Toureiro e Rapaz em costume Espanhol.

 

Nessa época, Manet liderar, ao lado de outros artistas franceses, um dos mais importantes movimentos das artes da segunda metade do século XIX, o Impressionismo, tendência que iria provocar um ruptura total com a pintura acadêmica e abriria caminho para a Arte Moderna do século XX.

 

Victorine Meurent foi modelo de uma outra importante pintura de Manet, Olympia (1863). Manet conheceu Victorine quando freqüentava o ateliê do pintor Thomas Couture entre 1849 e 1856. Existem afirmações de que Victorine foi também amante de Manet, como outras tantas que o artista teve. O escândalo maior foi o fato de que a modelo era menor de idade.

Victorine escreveu uma carta, datada de 31 de julho de 1883, três meses após a morte de Manet, destinada a Suzanne Leenhoff, viúva do pintor, pedido ajuda financeira. Na carta, a modelo afirma que Manet havia lhe prometido uma recompensa, caso os quadros para os quais posou, fossem vendidos. Contudo seu pedido nunca foi atendido e Victorine Meurent morreu esquecida e na miséria. 

Fontes: Wikipedia,  

             História da Arte da Universidade de Cambridge: A Arte de Ver a Arte de Susan Woodford, Ed. Círculo do Livro:1983.

              História da Arte de Graça Proença, Ed. Ática: 2000.



Escrito por Sidney Falcao às 11h31
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ESCULTURA GREGA - PERÍODO ARCAICO

 

Kouros, final do século VII a. C. Metropolitan Museum of Art, Nova York, EUA

O Período Arcaico da escultura grega, consiste no período que vai do século VII a.C até o século IV a. C.

Sob a influência da arte oriental, em especial a arte egípcia, os escultores gregos do Período Arcaico dedicam-se a obras de grandes proporções. Esculturas de figuras humanas em tamanho natural, passam a ser muito comuns. As esculturas dessa época caracterizavam-se pela rigidez das formas, simetria, a postura ereta e  predomínio da imagem do nu masulino na representação das obras, denominado Kouros, sempre com os braços estendidos juntos ao corpo e demostrando dar um passo à frente. Contudo esculpiam figuras femininas, denominadas koré.

 

Apolo de Tene. 560-550 a.C. 153 cm. Gliptoteca de Munique

 

 

Efebo de Crítios ( 480 a. C.) 86cm. Museu da Acrópole, Atenas.

Dentre os escultores mais importantes do Período Arcaico, destacam-se  Aristocles de Sidônia, Kanacos de Sikyona, e Hérguias de Atenas.

Foi no Período Arcaio que a figura humana tornou-se  a temática central na escultura grega, sendo ao mesmo tempo um elemento  sagrado e profano.

Buscando superar a rigidez estética e a fragilidade do mármore, os gregos passaram  a trabalhar com o bronze nas esculturas, por ser um material mais resistente. A escultura Zeus de Artemísio ( 470-460 a.C), cujo autor é desconhecido , foi feita em bronze, tem uma postura vigorosa, mas possui pouca mobilidade.

Zeus de Artemísio  ( 470 a.C.).  209cm. Museu Arqueológico Nacional, Atenas, Grécia

Policleto ( 480 ou 450 a. C ), um dos mais notáveis escultores do seu tempo, supera essa rigidez escultórica com a obra Doríforo ( 420 a.C ), a qual a figura apresenta-se caminhando, tendo assim uma mobilidade perfeita. Com essa superação, Policleto praticamente inicia um novo período, o mais importante e notável da escultura grega: o Período Helenístico. Mas esta e uma outra história.

Doríforo, Policleto. Original grego data de 440 a. C. Museo Nazionale, Nápoles, Itália. 



Escrito por Sidney Falcao às 00h40
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ALEXANDROS DE ANTIÓQUIA

Venus de Milo

Alexandros de Antióquia foi um escultor helenístico. Outrora atribuída a Praxíteles (390-330 a. C.), hoje considera-se que a Vênus de Milo seja obra de Alexandros. Até o início do século XIX, esta escultura possuía um plinto onde se lia uma inscrição que mencionava Alexandros como autor, elemento que foi removido por motivos obscuros por volta de 1820, e crê-se que tenha sido "perdido", sobrevivendo apenas em uma descrição e em desenhos da época de sua descoberta, donde procede a moderna atribuição.

Ao que parece Alexandros foi um artista itinerante que trabalhava por encomendas. Seu nome consta em diversas outras inscrições antigas, incluindo uma em que o cita como vencedor de um concurso de composição musical e canto, encontrada na cidade de Téspia, perto do Monte Helicão, datando de 80 a. C. Também parece ter sido autor de uma estátua de Alexandre Magno, hoje no Louvre, encontrada em Delos.

Fonte: Wikipédia


Escrito por Sidney Falcao às 19h04
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DEBRET

Jean Baptiste Debret (Paris, França 1768 - idem 1848). Pintor, desenhista, gravador, professor, decorador, cenógrafo. Freqüenta a Academia de Belas Artes, em Paris, entre 1785 e 1789, aluno de Jacques-Louis David (1748 - 1825), seu primo e líder do neoclassicismo francês. Estuda fortificações na École de Ponts et Chaussée [Escola de Pontes e Rodovias, futura Escola Politécnica], onde se torna professor de desenho. Em 1798, auxilia os arquitetos Percier e Fontaine na decoração de edifícios. Por volta de 1806, trabalha como pintor na corte de Napoleão (1769 - 1821).

Debret - Mercado na Rua do Valongo

Após a queda do imperador e com a morte de seu único filho, Debret decide integrar a Missão Artística Francesa, que vem ao Brasil em 1816. Instala-se no Rio de Janeiro e, a partir de 1817, ministra aulas de pintura em seu ateliê, onde tem como aluno Simplício de Sá (1785 - 1839). Em 1818, colabora na decoração pública para a aclamação de D. João VI (1767 - 1826), no Rio de Janeiro. Por volta de 1825, realiza águas-fortes, que estão na Seção de Estampas da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. De 1826 a 1831, é professor de pintura histórica na Academia Imperial de Belas Artes - Aiba, atividade que alterna com viagens para várias cidades do país, quando retrata tipos humanos, costumes e paisagens locais. Na Aiba tem como alunos Porto Alegre (1806 - 1879) e August Müller (1815 - ca.1883). Em 1829, organiza a Exposição da Classe de Pintura Histórica da Imperial Academia das Bellas Artes, primeira mostra pública de arte no Brasil. Deixa o país em 1831 e retorna a Paris com o discípulo Porto Alegre. Entre 1834 e 1839, edita, o livro Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, em três volumes, ilustrado com litogravuras que têm como base as aquarelas realizadas com seus estudos e observações.

Fonte: Itaú Cultural

Debret - Castigo do Açoite

Debret - Jantar no Brasil

 

Debret - Negros de Carro

 

Debret - Um Funcionário a Passeio com sua família

 

 



Escrito por Sidney Falcao às 19h53
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EXPRESSIONISMO

Rua de Berlim,  Ernst Ludwig Kirchner, 1913. Óleo sobre tela. 120,6 x 91,1 cm. Óleo sobre tela, 120,6 x 91,1 cm.

 

O Expressionismo foi o primeiro movimento moderno das artes plásticas do século XX, surgido em Dresden, Alemanha em 1904, através do grupo Die Brücke (A Ponte, 1905-1913). Integravam o grupo Ernst Ludwig Kirchner (1880-1938), Erich Heckel (1883-1970) e Karl Schmidt-Rottuff (1884-1976). Um segundo grupo de artistas apareceu, formado em Munique, em 1911, o Der Blaue Reiter ( O Cavaleiro Azul, 1911-1914) e deste, integravam Vassili Kandinsky (1866-1944), Paul Klee (1879-1940) e August Macke (1887-1914). Enquanto o grupo Die Brücke tinha um perfil mais agressivo e politizado, o Der Blaue Reiter preocupava-se em desenvolver um trabalho mais voltados à espiritualidade artística.

Circo, August Macke, 1913. Óleo sobre cartão. 47 X 63,5 cm. Museo Thyssen-Bornemisza,Madrid

 

Surgido como uma reação ao Impressionismo e sua pintura concentrada nas alterações da luz sobre as cores da natureza, o Expressionismo propunha uma pintura voltada para as emoções humanas. A arte carregada de dramatismo, pincelas pastosas e traços fortes de Van Gogh (1853-1890) foi a primeira referência para os expressionistas. O pintor norueguês Edvard Munch (1863-1944), foi outra grande inspiração para o movimento expressionista. Serviu também como referência, o individualismo e o subjetivismo do Simbolismo, movimento artístico francês surgido no final do século XIX. Tais características, seriam elementos freqüentes no campo temático da arte expressionista.

Quarto em Arles, Van Gogh, 1889. Óleo sobre tela, 72 X 90 cm. Museu de Orsay

A tela "O Grito", de Munch, possui todos os elementos estéticos que caracterizam a pintura expressionista. Por meio de contornos fortes e linhas sinuosas, Munch conseguiu passar ao espectador a sensação aterradora da figura central da pintura. Os expressionistas desejavam expor todo o seu pessimismo e desilusão com o mundo através da arte.

O Grito, Edvard Munch, 1893.  

Ao longo do seu curso, o Expressionismo influenciou artistas e novas tendências de vanguarda artística, como a pintura político-social do Muralismo Mexicano , de Diego Rivera (1886-1957), José Clemente Orozco (1883-1949) e David Siqueiros (1896-1974) e o Expressionismo Abstrato, que teve como seu principal representante, o americano Jackson Pollock (1912-1956).



Escrito por Sidney Falcao às 19h38
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